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Já sabemos como prevenir o declínio cognitivo na velhice enquanto ainda somos jovens

Publicado por: Redação
16/02/2022 13:04:41
Cortesia Editorial Pixabay
Cortesia Editorial Pixabay

Uma nova investigação concluiu que sofrer de tensão arterial alta no início da idade adulta tem uma correlação forte com o desenvolvimento de demência ou a perda de capacidades cognitivas na velhice.

 

Um novo estudo que ainda não foi publicado mas cujas conclusões já foram apresentadas na Conferência Internacional do AVC de 2022 encontrou uma grande correlação entre a tensão arterial alta no início da idade adulta e um maior risco de sofrerem mudanças no volume do cérebro, que estão associadas à cognição, às emoções e aos movimentos.

 

No caso dos Estados Unidos, dois em cada três americanos sofrem de algum tipo de declínio cognitivo quando chegam aos 70 anos e há estudos que sugerem que as minorias sentem esta quebra em idades ainda mais jovens, refere o Inverse.

 

Pesquisas anteriores sugerem que os negros têm uma probabilidade maior do que os brancos de desenvolver hipertensão e têm um “declínio cognitivo significativamente mais rápido”, explica a autora Christina Lineback.

 

Há provas que apontam para que este problema comece no início da idade adulta, mas ainda não há certezas. Os autores esperam que se consiga “reduzir as disparidades raciais na saúde do cérebro e do coração“.

 

Esta disparidade existe devido às diferenças nos vários “fatores de risco vasculares”, como fumar, a obesidade, diabetes e a tensão alta, que desproporcionalmente afetam as minorias.

 

A descoberta do estudo foi feita quando os investigadores tiveram em conta a exposição acumulativa a estes fatores de risco, especialmente à tensão alta, e concluíram que as mudanças observadas eram semelhantes em todos os grupos étnicos examinados no estudo.

 

A equipa fez uma análise em retrospeção de um estudo sobre o risco de desenvolvimento de doenças coronárias e nas artérias em jovens adultos e deram especial atenção aos dados de 142 adultos que fizeram ressonâncias magnéticas ao cérebro aos 30 anos e mais tarde aos 55.

 

Foram também incluídos dados sobre os fatores de risco vascular e sobre se os participantes fumavam, tinham colesterol alto, o índice de massa corporal, a glucose e a tensão alta. Cerca de 39% da amostra era de negros e 42% eram mulheres.

 

A principal diferença notada foi entre os jovens adultos, com os participantes negros a terem uma probabilidade muito maior de serem expostos aos fatores que causam a tensão alta, sendo este desequilíbrio a causa da disparidade racial.

 

“Isto sugere que se tivermos um maior controlo e se tratarmos a tensão nos participantes, deve haver menos danos cerebrais ao longo do tempo. Isto deve encorajar os clínicos a serem mais agressivos entre as populações de minorias jovens como um potencial alvo de disparidades na saúde cerebral”, refere Lineback.

 

Originalmente Publicado por: Planeta  ZAP //

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