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Um encontro aguardado há dez anos: atleta olímpica australiana e jovem estudante brasileira tiveram suas vidas entrelaçadas pela organização Visão Mundial Annette Edmondson e Vanessa Francisca dos Santos se conhecerão no sábado, dia 20, após dez anos d...

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Um encontro aguardado há dez anos: Madrinha e afilhada soteropolitana

Publicado por: Redação
17/08/2016 15:13:19

Um encontro aguardado há dez anos: atleta olímpica australiana e jovem estudante brasileira tiveram suas vidas entrelaçadas pela organização Visão Mundial
Annette Edmondson e Vanessa Francisca dos Santos se conhecerão no sábado, dia 20, após dez anos de correspondências trocadas

 

São Paulo, agosto de 2016 - A ciclista australiana, Annette Edmondson, 24, já viajou o mundo todo levando as cores de seu país e de sua bicicleta. Após pedalar em Londres e levar o bronze para a casa nas olimpíadas de 2012, ela veio para os jogos de 2016 no Rio de Janeiro. Mas a competição não é a única razão para Annette finalmente vir ao Brasil. Como a própria ciclista diz em seu blog, há dez anos ela ganhou uma “irmã” brasileira, a Vanessa dos Santos, uma tímida menina de 17 anos que mora na comunidade de Cajazeiras, em Salvador, Bahia. Por meio da Visão Mundial, Vanessa foi uma das crianças apadrinhadas da ONG. Em 2006, com apenas 14 anos, Annette escolheu ajudar Vanessa, mesmo sem nunca ter visto a jovem e vivendo no outro lado do mundo.

 

Annette e Vanessa trocavam cartas periodicamente. Após a sua participação nos jogos olímpicos, Annette vai do Rio de Janeiro à cidade de Salvador para ver, pela primeira vez, a sua irmãzinha. Este encontro acontecerá sábado, dia 20 de agosto. Vanessa quer muito conhecer a sua madrinha, com quem troca cartas e fotos. “Estou muito animada para o dia que a gente se encontrar. Quero que seja uma experiência muito boa e prazerosa para nós duas”, diz a menina.

 

Vanessa participa das ações da Visão Mundial Brasil desde que tinha três anos de idade. Sua mãe, Valdilene dos Santos, explica como conheceu o trabalho que a VMB faz, “As pessoas batiam em casa perguntando se as crianças estavam precisando de alguma coisa, se elas estavam na escola e aí tiravam fotos delas”, diz a doméstica que tem mais dois filhos, - “Depois disso, ela começou nas aulas de capoeira, no Baú de Leitura e também na informática”, completa.

 

Hoje, junto com outros 25 jovens, Vanessa participa do MJPOP, o Monitoramento Jovem de Políticas Públicas. Nele, ela faz intervenções artísticas na comunidade, como os Flash Mobs, e também conversa com os moradores da região para ver o que precisa melhorar. Após uma dessas consultas, Vanessa e os outros jovens já conseguiram reformar a escola local de Cajazeiras para beneficiar todas as crianças do bairro.

 

Devido ao alto nível de violência da região, Vanessa gosta de ficar em casa e sai da residência apenas para ir às reuniões do MJPOP, e para levar e buscar a filha de sua vizinha na escola. Como é mais caseira, ela aproveita para fazer o que mais gosta o dia inteiro, mexer no computador. “Eu gosto de ver séries sobre vampiros e também de pesquisar sobre a vida dos artistas e sobre a carreira deles. Gosto de Gospel, Hip Hop e Pop”. Em sua casa, ela guarda dentro de seu caderno todas as fotos e cartas que Annette manda para ela. “Tenho um montão de coisa dela. Quando ela vier, quero tirar uma foto com ela, se Deus quiser”.

 

Com o sonho de ser pediatra, Vanessa é a única filha da dona Valdilene que terminou a escola e quer começar a estudar para o vestibular de medicina em 2017. Para ela, o grande problema é que não há investimento nas escolas: “as crianças não gostam de estudar porque a escola não tem uma linguagem atraente, muitas vezes o tráfico tem uma linguagem muito mais chamativa para o jovem”, e ela completa, “falta um centro cultural, um centro esportivo, um espaço para artes”.

 

Os jovens da comunidade de Cajazeiras, para Vanessa, sofrem muito preconceito e não têm muitas oportunidades. “A Visão Mundial vem para transformar esse cenário porque ela acredita na gente e nos dá oportunidades, inclusive a oportunidade de viver”, diz a futura pediatra.

 

Sobre a Visão Mundial

 

Maior ONG humanitária do mundo, a Visão Mundial Brasil integra a parceria World Vision International, que está presente em cerca de 100 países. No País, a Visão Mundial atua desde 1975 em 10 estados, beneficiando 2,7 milhões de pessoas com projetos nas áreas de educação, saúde/proteção da infância, desenvolvimento econômico e promoção da cidadania. Seus projetos e programas têm como prioridade as crianças e adolescentes que vivem em comunidades empobrecidas e em situação de vulnerabilidade. Mais de 80 mil crianças são atendidas anualmente pela organização. Nesses 40 anos de atuação no Brasil, a Visão Mundial se consolida como uma organização comprometida com a superação da pobreza e da exclusão social - visaomundial.org.br