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Salvador/BA – A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (21/8) a Operação Offerus, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de fraude a licitações, superfaturamento, desvio de recursos ...

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PF e CGU combatem desvios de recursos públicos em prefeituras da Bahia

Publicado por: Redação
24/08/2018 08:15:42
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Salvador/BA – A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (21/8) a Operação Offerus, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de fraude a licitações, superfaturamento, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos envolvendo a contratação do serviço de transporte escolar nos municípios de Salvador, Alagoinhas, Casa Nova, Conde, Ipirá, Jequié e Pilão Arcado, todos na Bahia.

 

Cerca de 90 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e nas residências dos envolvidos no esquema, além de 1 mandado de prisão preventiva e 2 mandados de afastamento do cargo de prefeito, estes últimos nos municípios de Pilão Arcado e Ipirá. Também participam das diligências 21 auditores federais de controle da CGU. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e têm por objetivo localizar e apreender provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro.

 

A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 38 milhões em valores e bens pertencentes aos investigados, sendo esse o valor do superfaturamento e do desvio apurado em auditorias realizadas pela CGU em apenas dois dos municípios investigados, Alagoinhas e Casa Nova.

 

Conforme constatado durante as investigações, iniciadas em 2017, as licitações eram direcionadas para beneficiar um grupo de empresas pertencentes ao mesmo empresário, que terceirizava integralmente a execução dos contratos para motoristas locais a preços inferiores, apropriando-se da diferença, que lhe rendia cerca de R$ 300 mil mensais. Parte desse valor era utilizado para pagamento de propina aos servidores públicos envolvidos no esquema.

 

O nome da operação, Offerus, é uma referência à lenda de São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas.

 

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

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