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Custo da cesta básica apresenta predominância de queda   Em novembro, o custo do conjunto de alimentos essenciais apresentou queda em 17 das 21 capitais

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Resultados da Pesquisa da Cesta Básica no mês de novembro em Salvador

Publicado por: Redação
08/12/2017 14:08:13
Courtesy Pixabay
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Custo da cesta básica apresenta predominância de queda

 

Em novembro, o custo do conjunto de alimentos essenciais apresentou queda em 17 das 21 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As reduções mais expressivas foram registradas no Rio de Janeiro (-3,25%), em Belém (-2,26%) e Brasília (-2,12%). Apenas 4 capitais mostraram alta no valor da cesta, ainda que leves: Natal (0,96%), Recife (0,58%), Maceió (0,44%) e Aracaju (0,21%).

 

Porto Alegre foi a capital com a cesta mais cara (R$ 444,16), seguida por São Paulo (R$ 423,23) e Florianópolis (R$ 415,00). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 315,98), João Pessoa (R$ 324,90) e Recife (R$ 327,85).

 

Entre janeiro e novembro de 2017, o custo da cesta diminuiu em todas as capitais, com destaque para as reduções verificadas em Campo Grande (-14,43%), Belém (-13,74%), Cuiabá (-12,95%), Brasília      (-12,86%) e Maceió (-12,84%).

 

Em 12 meses (de dezembro de 2016 a novembro de 2017), o valor da cesta também apresentou redução em todas as capitais pesquisadas. As taxas negativas variaram entre -12,65%, em Belém,       e -2,46%, em Aracaju.

 

O DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário, com base na cesta mais cara, que, em novembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em novembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em outubro, o salário mínimo necessário correspondeu a R$ 3.754,16, ou 4,01 vezes o mínimo vigente. Em novembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.940,41, ou 4,48 vezes o piso em vigor, de R$ 880,00.

 

CUSTO DA CESTA BÁSICA APRESENTA REDUÇÃO EM SALVADOR

 

Em novembro de 2017, o custo da cesta básica na capital baiana seguiu em queda, tendo registrado variação de -0,73%, em relação a outubro. Com isso, a cesta passou a custar R$ 315,98, contra os R$ 318,31 registrados no mês anterior. Salvador continua com o menor valor dentre as 21 capitais onde o DIEESE realiza a pesquisa.

 

Na variação em 12 meses (de dezembro de 2016 a novembro de 2017), os gêneros alimentícios apresentaram variação de -11,93% em Salvador. De janeiro a novembro de 2017, a variação acumulada é de -11,03%.

 

Em Salvador, 8 dos 12 produtos pesquisados registraram redução no preço médio em novembro: a banana da prata (-12,14%), o açúcar cristal (-6,15%), a farinha de mandioca (-4,13%), o feijão carioquinha (-3,47%), o café (-3,28%), o óleo de soja (-2,49%), o leite líquido (-1,46%) e a carne de primeira (-0,10%). Por outro lado, registraram alta no preço médio: o tomate (8,33%), a manteiga (1,81%), o arroz (1,61%) e o pão francês (0,77%).

 

Em novembro de 2017, o trabalhador soteropolitano remunerado pelo Salário Mínimo comprometeu 74 horas e 11 minutos de sua jornada mensal para adquirir a cesta básica. Em outubro, o comprometimento havia sido um pouco maior, quando foram necessárias 74 horas e 44 minutos.

 

Quando se compara o custo da cesta em relação ao Salário Mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (R$ 862,04), o comprometimento da cesta em Salvador foi de 36,65% em outubro, percentual menor que os 36,93% de outubro.

 

CESTA BÁSICA X SALÁRIO MÍNIMO

 

Em novembro de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 85 horas e 58 minutos nas capitais pesquisadas pelo DIEESE. Este tempo é menor que o de outubro, quando ficou em 86 horas e 51 minutos. Em novembro de 2016, o tempo era de 100 horas e 56 minutos.

 

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido (após o desconto referente à Previdência Social), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em novembro, 42,47% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em outubro, demandavam 42,91%. Em novembro de 2016, o percentual foi de 49,87%.

 

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS[1]

 

Entre outubro e novembro, houve predominância de queda nos preços da maior parte dos produtos da cesta: carne bovina, leite integral, feijão, tomate, café, banana, açúcar e manteiga. Já o óleo de soja, o pão francês, a batata e a farinha tiveram predominância de alta no mês de novembro.

 

Em novembro, o preço da banana diminuiu em 17 das 21 capitais onde é pesquisada. Ressalta-se que o preço médio da banana é uma média ponderada entre a banana prata e a nanica (caturra). Os percentuais negativos oscilaram entre -14,54%, em Belo Horizonte e -0,59%, em São Luís. As altas foram anotadas em Vitória (0,28%), Aracaju (0,37%), Goiânia (4,44%) e Campo Grande (7,29%). Em 12 meses, a taxa acumulada diminuiu em 17 localidades com destaque para Belo Horizonte (-41,31%), Campo Grande (-39,07%), Cuiabá (-37,66%) e Curitiba (-34,95%). A oferta elevada da fruta em outubro e início de novembro, devido às altas temperaturas, reduziu o preço no varejo.

 

O preço do açúcar diminuiu em 16 cidades, ficou estável em Manaus e aumentou em Maceió (0,39%), Cuiabá (1,58%), Aracaju (1,60%) e Vitória (2,59%). As retrações mais acentuadas ocorreram em Salvador (-6,15%), Goiânia (-5,42%) e Natal (-5,08%). Em 12 meses, houve queda em todas as capitais, com variações entre -36,44%, em Goiânia, e -14,25%, em Florianópolis. Expectativa de maior entressafra e chuvas que dificultaram a colheita foram alguns dos fatores que elevaram o preço do açúcar nas usinas; mas, no varejo, o valor seguiu em queda na maior parte das cidades.

 

Em novembro, o preço médio do quilo do tomate caiu em 15 cidades e as taxas negativas oscilaram entre -23,86%, no Rio de Janeiro e -0,21%, em Manaus. As altas mais importantes foram registradas em Salvador (8,33%) e em Natal (14,55%). Em 12 meses, o tomate teve seu preço reduzido em 16 cidades, com destaque para os percentuais de João Pessoa (-31,15%), Florianópolis (-27,11%) e Rio de Janeiro (-17,41%). A alta mais expressiva ocorreu em Goiânia (32,45%). O tomate vem sendo ofertado em grande volume e a qualidade do fruto é baixa, os preços no varejo continuaram em queda em novembro.

 

O preço do feijão caiu em 15 cidades. O feijão tipo carioquinha, pesquisado em Belo Horizonte, em São Paulo, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, aumentou somente em Maceió (0,86%), ficou com o preço estável em Campo Grande e Cuiabá e teve queda nas demais localidades onde é pesquisado. As taxas variaram entre -11,53%, em Belém, e -1,38%, em São Luís. Já o preço do feijão preto aumentou em Florianópolis (0,16%), Porto Alegre (0,56%) e Vitória (1,06%). No Rio de Janeiro (-5,34%) e em Curitiba (-4,08%) foram registradas quedas. Em 12 meses, o valor do grão carioquinha recuou em todas as cidades pesquisadas: as taxas variaram entre -60,80%, em Fortaleza, e -44,22%, em Belo Horizonte. O tipo preto, em 12 meses, também diminuiu em todas as localidades, com destaque para Curitiba (-40,83%), Rio de Janeiro (-36,14%), Vitória (-35,83%), Florianópolis (-34,65%) e Porto Alegre (-32,38%). A fraca demanda de ambos os grãos explicou o resultado da desvalorização de preços. Para o feijão preto, entretanto, a safra nacional terminou e os preços já começaram a se elevar em algumas cidades.

 

A batata teve seu preço aumentado em nove das onze cidades onde é pesquisada. As altas mais expressivas ocorreram em Porto Alegre (12,69%), Goiânia (12,99%), Cuiabá (13,14%), Brasília (13,48%) e Curitiba (15,23%). Em 12 meses, o valor da batata acumulou queda em todas as capitais, que variou entre -45,45%, em Florianópolis e -13,00%, em São Paulo. As chuvas reduziram a oferta e o preço aumentou no varejo.


TABELA 1 - PESQUISA NACIONAL DA CESTA BÁSICA DE ALIMENTOS

CUSTO (R$) E VARIAÇÃO (%) DA CESTA BÁSICA EM 21 CAPITAIS

BRASIL, NOVEMBRO DE 2017

Capital

Valor da cesta (R$)

Variação mensal (%)

Porcentagem do Salário Mínimo Líquido (%)

Tempo de trabalho

Variação no ano

(%)

Variação em 12 meses (%)

Porto Alegre

444,16

-0,61

51,52

104h 17m

-3,24

-5,30

São Paulo

423,23

-1,14

49,10

99h 22m

-3,57

-6,03

Florianópolis

415,00

-0,34

48,14

97h 26m

-8,55

-10,99

Rio de Janeiro

407,37

-3,25

47,26

95h 39m

-8,20

-9,22

Vitória

387,93

-1,47

45,00

91h 05m

-9,00

-11,60

Curitiba

381,26

-1,75

44,23

89h 31m

-6,98

-9,52

Brasília

380,52

-2,12

44,14

89h 20m

-11,86

-12,86

Cuiabá

375,60

-1,09

43,57

88h 11m

-11,88

-12,95

Campo Grande

364,33

-1,22

42,26

85h 32m

-10,72

-14,43

Fortaleza

363,92

-1,00

42,22

85h 27m

-7,68

-10,48

Goiânia

361,96

-0,17

41,99

84h 59m

-6,43

-6,61

Belo Horizonte

359,71

-1,69

41,73

84h 28m

-8,86

-10,27

Belém

358,74

-2,26

41,62

84h 14m

-12,65

-13,74

Maceió

347,77

0,44

40,34

81h 39m

-11,18

-12,82

Manaus

345,66

-1,01

40,10

81h 10m

-12,51

-12,32

Aracaju

341,09

0,21

39,57

80h 05m

-2,46

-7,44

São Luís

333,14

-1,25

38,65

78h 13m

-6,44

-10,31

Natal

328,21

0,96

38,07

77h 04m

-6,75

-7,44

Recife

327,85

0,58

38,03

76h 59m

-5,78

-7,15

João Pessoa

324,90

-1,66

37,69

76h 17m

-11,27

-12,34

Salvador

315,98

-0,73

36,65

74h 11m

-11,03

-11,93

Fonte: DIEESE

Obs.: Podem ocorrer pequenas diferenças nas variações em relação ao texto, pois os dados desta tabela derivam do cálculo resultante do preço dos produtos multiplicado pelas quantidades estabelecidas na cesta.

 

 

TABELA 2 - PESQUISA NACIONAL DA CESTA BÁSICA DE ALIMENTOS

VARIAÇÃO MENSAL DO GASTO POR PRODUTO NAS 21 CAPITAIS (%)

BRASIL, NOVEMBRO DE 2017

 (continua)

Produtos

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

Brasília

Campo Grande

Cuiabá

Goiânia

Belo Horizonte

Rio de Janeiro

São Paulo

Vitória

Curitiba

Florianópolis

Porto Alegre

Total

-2,12

-1,22

-1,09

-0,17

-1,69

-3,25

-1,14

-1,47

-1,75

-0,34

-0,61

 

Carne

-1,30

-1,65

-0,85

-0,32

0,55

0,75

-1,55

-1,66

1,02

-0,08

-0,55

 

Leite

-1,70

-0,64

-3,30

-1,44

-2,17

-1,03

0,00

0,30

0,67

-2,93

0,32

 

Feijão

-5,61

0,00

0,00

-4,41

-5,07

-5,34

-1,41

1,06

-4,08

0,16

0,56

 

Arroz

-0,33

3,19

0,00

0,00

0,00

-2,29

0,69

0,00

1,20

-2,82

0,37

 

Farinha

-2,09

1,98

0,40

0,24

0,25

0,76

-0,67

0,31

-1,48

-1,08

0,95

 

Batata

13,48

-2,38

13,14

12,99

2,70

5,88

5,45

-5,47

15,23

3,78

12,69

 

Tomate

-10,83

-5,06

-9,86

-4,62

-4,37

-23,86

-8,50

-9,33

-15,49

5,13

-2,65

 

Pão

-0,81

-2,61

0,90

0,00

-0,62

-0,59

0,90

0,23

0,32

-0,27

0,00

 

Café

0,24

-0,92

-0,39

-0,82

0,79

-3,71

-0,45

0,00

-2,04

-0,63

-0,78

 

Banana

-6,65

7,29

-6,22

4,44

-14,54

-6,20

-1,57

0,28

-9,23

-3,33

-5,28

 

Açúcar

-2,55

-3,33

1,58

-5,42

-2,63

-4,01

-3,15

2,59

-3,97

-1,60

-0,39

 

Óleo

1,52

1,10

2,77

-0,74

4,53

1,60

2,65

0,00

1,31

-1,26

2,33

 

Manteiga

-1,82

-3,87

2,22

-2,08

-0,90

-1,15

1,21

-0,81

-0,71

-1,80

0,25

 


TABELA 2 - PESQUISA NACIONAL DA CESTA BÁSICA DE ALIMENTOS

VARIAÇÃO MENSAL DO GASTO POR PRODUTO NAS 21 CAPITAIS (%)

BRASIL, NOVEMBRO DE 2017

(continuação)

Produtos

Norte

Nordeste

Belém

Manaus

Aracaju

Fortaleza

João Pessoa

Maceió

Natal

Recife

Salvador

São Luís

Total

-2,26

-1,01

0,21

-1,00

-1,66

0,44

0,96

0,58

-0,73

-1,25

Carne

0,30

1,27

0,00

-1,27

0,04

-0,09

2,17

1,54

-0,10

-0,14

Leite

-5,03

1,52

1,42

0,53

-0,56

0,00

-1,66

0,33

-1,46

0,59

Feijão

-11,53

-3,77

-6,70

-2,81

-5,91

0,86

-3,15

-2,59

-3,47

-1,38

Arroz

-4,33

-4,78

1,13

-0,36

0,00

1,40

-1,74

0,34

1,61

-2,04

Farinha

-2,99

1,61

0,54

-0,63

-0,38

1,62

-1,39

0,21

-4,13

2,33

Tomate

-4,51

-0,21

3,73

-2,83

-7,49

7,04

14,55

3,33

8,33

-8,94

Pão

-0,30

0,51

0,00

0,58

-0,75

0,00

0,12

1,98

0,77

0,00

Café

1,72

-2,50

2,00

-1,44

-0,17

0,30

1,00

-1,09

-3,28

0,00

Banana

-4,31

-9,85

0,37

-3,09

-6,01

-4,33

-4,10

-1,22

-12,14

-0,59

Açúcar

-2,61

0,00

1,60

-0,85

-2,25

0,39

-5,08

-5,00

-6,15

-0,39

Óleo

-3,94

-3,47

0,79

-0,80

1,65

0,85

0,53

0,51

-2,49

3,41

Manteiga

1,63

2,37

-0,36

1,49

1,29

1,04

-0,18

-1,00

1,81

-0,49

 

Fonte: DIEESE. Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos

Obs.: Podem ocorrer pequenas diferenças nas variações em relação ao texto, pois os dados desta tabela derivam do cálculo resultante do preço dos produtos multiplicado pelas quantidades estabelecidas na cesta


 

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