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A solenidade aconteceu nesta quinta-feira, 22, no auditório da União dos Municípios da Bahia   SALVADOR - Da Assessoria - Por Luciana Costa - Fotos: Alessandra Lori   “Brasil nordestópia. Na Bahia existe Etiópia. Pro Nordeste o País vira as costas”.

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Defensoria baiana dá posse a 19 defensores públicos

Publicado por: Redação
30/06/2017 16:00:41

A solenidade aconteceu nesta quinta-feira, 22, no auditório da União dos Municípios da Bahia

 

SALVADOR - Da Assessoria - Por Luciana Costa - Fotos: Alessandra Lori

 

“Brasil nordestópia. Na Bahia existe Etiópia. Pro Nordeste o País vira as costas”. Foi assim, ao som dos versos da canção Protesto Olodum, que na sua letra cobra melhorias do Estado para a população nordestina e de moradores de Cubatão, que sofriam com a poluição, e de Moçambique, assolada pela fome, que 19 novas defensoras públicas e novos defensores públicos encerraram a sessão solene de posse da Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA que aconteceu nesta quinta-feira, 29, no auditório da União dos Municípios da Bahia.

 

O defensor público geral, Clériston Cavalcante de Macêdo, relembrou que há exatamente um ano, no dia 29 de junho de 2016, o Edital para o VII Concurso para Defensor Público era publicado no Diário Oficial. “Essa não é só uma conquista da Administração da Defensoria. É uma conquista do povo baiano. O que faz a Defensoria Pública avançar são o esforço, a responsabilidade e a maturidade política e profissional dos defensores públicos e servidores para enxergar mais longe”, enalteceu o defensor- geral, Clériston Cavalcante.

 

Em seu discurso, a defensora pública Júlia Almeida Baranski, primeira colocada na lista de ampla concorrência do VII Concurso para Defensor Público, explicou a razão do discurso não ter sido escrito apenas por um representante: “É por acreditar que enquanto defensores e defensoras públicas não nos cabe dar voz a ninguém porque a voz já existe, basta ouvi-la. Por isso, decidimos apresentar esse discurso a três mãos e a três vozes que hoje reafirmam o compromisso de promover os Direitos Humanos e o acesso à Justiça. E como linguagem também é poder nos comprometemos igualmente a lutar ao lado de nossos colegas pelo empoderamento de todas as vozes que são a força silenciadas”.

 

A defensora pública Ana Luiza Brito Silva, primeira colocada na lista de vagas para negros, escolheu a palavra representatividade para descrever o momento. De acordo com Ana Luiza, em um cenário de injustiça social crônica, a Defensoria Pública da Bahia faz uma conquista histórica. “A Defensoria não apenas permite que vozes negras sejam ouvidas como também possibilita que a perspectiva negra esteja presente em seu corpo institucional. A Defensoria caminha para o seu necessário enegrecimento ratificando a sua tradição de respeito a diversidade. E que essa mudança profunda que se inicia contribua para que a instituição se aproxime cada vez da sua única razão de ser, o povo baiano”, acrescentou ela.

 

A primeira colocada da lista de pessoa com deficiência, a defensora pública Fernanda Nunes Morais da Silva, destacou a necessidade de entender o sofrimento do outro. “Se bem apurarmos nossa visão tão logo perceberemos que a deficiência está em todos os lugares e em todas as pessoas. Estamos cegos, surdos e mudos. Somos incapazes de enxergar o outro que agoniza de dor e de fome. Não ouvimos os gritos daqueles que suplicam por uma mão estendida. E não sabemos o que dizer diante das atrocidades que cometemos uns com os outros”, disse Morais.

 

O presidente da Associação dos Defensores Públicos da Bahia – Adep/BA, João Gavazza, corroborou com a opinião do momento vivido pela Instituição ser histórico para a população baiana. Ainda segundo Gavazza, o defensor público tem como missão fazer com que presos, mulheres e idosos em situação de violência, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, pessoas com deficiência, índios, LGBTS entre outros grupos possam ter voz na sociedade. Ouvidora-geral da DPE/BA, Vilma Reis reafirmou o papel da Defensoria como órgão de defesa da população e lembrou o pioneirismo da Instituição ao reservar 30% de vagas para a população negra.

 

Na solenidade, estiveram presentes a corregedora-geral da DPE/BA, Célia Padilha; o subdefensor-geral, Rafson Ximenes; a diretora da Escola Superior da Defensoria, Firmiane Venâncio; o procurador chefe da Procuradoria Judicial, Ruy Sérgio Deiró, representando o governador do Estado da Bahia, Rui Costa; a defensora pública chefe da DPU/BA, Charlene Borges; a deputada federal Alice Portugal; a deputada estadual Fabíola Mansur; a secretária estadual de política para mulheres, Julieta Palmeira; a secretária estadual de promoção da igualdade racial, Fabya Reis; além de defensores públicos, servidores da Defensoria e familiares dos recém-empossados.

 

Também foram empossados os defensores públicos Antônio Agnus, Caio Cesar Nunes, Gustavo Livio, Hélio Magalhães, João Lucas Neto, João Tibau, Luiz Filipe Souza e as defensoras públicas Aline Muller, Ana Elisa Spector, Ana Valéria Brasil, Elen Sallaberry, Elisa Alves, Julia de Abreu, Luanna Nathallya Lira, Maria Fernanda Borio e Tamires Ariel Lima.


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