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Construídas dia a dia com amor, as famílias afetivas são tema da campanha deste ano da Anadep e Condege em parceria com a Defensoria Pública da Bahia - da Associação dos Defensores Públicos da Bahia  .

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Mãe adota filho do ex-marido

Publicado por: Redação
22/03/2017 20:09:22
Fotos: Alessandra Lori
Fotos: Alessandra Lori

 

 

Construídas dia a dia com amor, as famílias afetivas são tema da campanha deste ano da Anadep e Condege em parceria com a Defensoria Pública da Bahia - da Associação dos Defensores Públicos da Bahia 

 

Há mais de trinta anos Nelza Nabuco de Morais, de 59 anos, escolhe todos os dias compartilhar aquele amor materno, que cuida, passa dificuldade, mas cria - e bem - sua prole. Escolheu amar e criar um bebê fruto de relacionamento extraconjugal do seu ex-marido. Hoje, quase 34 anos depois, sob o cuidado da mãe afetiva, Wagner Ribeiro se tornou adulto, analista de sistema, genitor de duas meninas e, como definiu, um pai mais que presente. Agora, a mãe afetiva vai adotar seu filho do coração oficialmente: a Defensoria Pública do Estado da Bahia - DPE/BA ingressou com uma Ação de Adoção de Pessoa Maior e, daqui a um tempo, Wagner Ribeiro passará a se chamar Wagner Nabuco de Morais Ribeiro, com o nome da mãe no documento de identificação.

 

Para ambos, o encontro e a convivência entre os dois só reforçou a ideia de que o sangue não é determinante para criação de uma família afetiva. "A presença sempre foi dela, ela sempre foi pai e mãe, em tudo: amor, carinho, em termos de escola, educação... em tudo. Sempre foi ela!", afirmou Wagner. Questionada sobre o maior aprendizado da história com o filho afetivo, Nelza não teve dúvidas: "O amor que ele me deu... Minhas netinhas que chegam me chamando de vovó", disse.

 

A espera para que a Justiça acate o pedido da Defensoria para a adoção de Wagner tem sido inquietante: "Eu, sinceramente, estava doido que isso acontecesse. Nunca disse isso a ela, mas eu sempre quis que tirasse esse nome [mãe biológica]. Por mim, eu só deixava o nome dela. Desde quando a gente deu entrada, que eu fico ansioso, fico nervoso. Não dá vontade nem de sair com o documento (atual, sem a inclusão do nome da mãe adotiva)", compartilhou.

 

Essa é uma das diversas histórias de baianas e baianos que formam uma família afetiva, aquela composta por pessoas que escolhem estabelecer laços familiares com base no afeto. Esse tipo de relação, construída dia a dia com amor, é tema da campanha 2017 da Associação Nacional dos Defensores Públicos - Anadep e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais - Condege, em parceria com a Defensoria Pública da Bahia, Associação dos Defensores Públicos da Bahia e Defensorias e associações estaduais de defensores públicos. 

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