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Uma nova investigação acaba de revelar, pela primeira vez, que a coexistência milenar entre cães e seres humanos pode ter ajudado estes animais a desenvolver mecanismos especiais para comunicarem e interagirem com os seus don...

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O comportamento dos donos influencia a forma como os cães comunicam

Publicado por: Redação
11/07/2020 09:30:14
Courtesy Pixabay
Courtesy Pixabay

Uma nova investigação acaba de revelar, pela primeira vez, que a coexistência milenar entre cães e seres humanos pode ter ajudado estes animais a desenvolver mecanismos especiais para comunicarem e interagirem com os seus donos.

 

A comunicação humana desenvolveu vários mecanismos que podem ser observados em todas as culturas e idiomas, que tornaram as comunicações mais eficientes, como o uso da história da comunicação e o princípio do menor esforço.

 

Tendo em conta a grande sensibilidade dos cães às vocalizações, gestos e olhares humanos, uma equipa de cientistas sugeriu que 30 mil anos de domesticação e coevolução podem ter feito com que os cães desenvolvessem princípios semelhantes de comunicação – uma teoria conhecida como hipótese da domesticação.

 

Para testar esta hipótese, os cientistas analisaram alguns fatores que influenciam a forma, o esforço e o sucesso das interações cão-homem numa tarefa que envolveu um objeto oculto.

 

Segundo o portal EurekAlert, a experiência contou com 30 pares de donos e cães e os cientistas concentraram-se na avaliação do comportamento comunicativo chamado exibição, no qual os animais chamam a atenção de um parceiro de comunicação, direcionando-o para uma fonte externa.

 

Enquanto o dono esperava, um investigador escondeu o brinquedo favorito dos cães numa caixa (num total de quatro), uma ação feita à frente do animal. Quando o dono entrou na sala, o cão teve que mostrar onde estava escondido o brinquedo.

 

Os participantes foram testados em duas condições: uma configuração aproximada, que exigia uma exibição mais precisa, e uma configuração distante que permitia a exibição numa direção geral.

 

Os cientistas não encontraram evidências que sugerissem que os cães aderiam ao princípio de menor esforço, dado que usavam tanta energia na configuração mais fácil quanto na configuração mais difícil. No entanto, salvaguardam que isso pode ter acontecido como resultado da influência dos donos no esforço dos cães.

 

Além disso, os cães não foram afetados por diferentes histórias de comunicação, uma vez que tiveram um desempenho muito parecido e usaram quantidades semelhantes de energia em ambas as configurações. Apesar de fazerem esforços semelhantes, os cães adaptaram as suas estratégias de exibição para serem mais ou menos precisas.

 

Os resultados indicam que o comportamento do dono é um fator crucial que influencia o esforço e a precisão da exibição dos cães. Os donos que incentivaram o cão a mostrar onde o brinquedo estava escondido aumentaram o esforço de exibição do animal, mas diminuíram a precisão da exibição.

 

Apesar de a equipa não ter encontrado efeitos da história da comunicação ou do princípio do menor esforço, o estudo, publicado recentemente na Animal Cognition, indica pela primeira vez que os donos podem influenciar a precisão e o sucesso dos seus cães.

 

Fonte: Planeta ZAP //

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