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Uma nova investigação concluiu que existem dezenas de medicamentos não oncológicos capazes de matar células cancerígenas em laboratório.   O estudo, cujos resultados foram esta semana publicado...

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Há dezenas de medicamentos não oncológicos capazes de matar células cancerígenas

Publicado por: Redação
25/01/2020 20:23:40
Courtesy Pixabay
Courtesy Pixabay

Uma nova investigação concluiu que existem dezenas de medicamentos não oncológicos capazes de matar células cancerígenas em laboratório.

 

O estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Nature, descobriu que alguns medicamentos para a diabetes, a inflamação, o alcoolismo e até alguns fármacos para o tratamento de artrites em cães podem matar células cancerígenas.

 

Tal como recorda o portal Science Daily, esta não é a primeira vez que cientistas descobrem novos usos para alguns fármacos já existentes. Recentemente, descobriram-se benefícios cardiovasculares associados à aspirina.

Para a nova investigação, os cientistas analisaram sistematicamente 4.518 compostos farmacológicos já desenvolvidos e o seu efeito em 578 linhas celulares de cancro humano.

 

Usando um método de código de barras molecular conhecido como PRISM, a equipa conseguiu rotular cada uma das linhas celulares com um código de barras de ADN e medir a taxa de sobrevivência das células cancerígenas.

 

A equipa concluiu que 49 fármacos indicados e comercializados para tratar outras patologias têm capacidades “anti-cancerígenas” não documentadas previamente, conseguindo matar algumas células cancerígenas.

 

“A maioria dos medicamentos contra o cancro que existem atualmente funcionam ao bloquear proteínas, mas estamos a descobrir que os compostos podem agir através de outros mecanismos, disse Steven Corsello, o autor principal do estudo.

 

Estes resultados podem vir a acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos contra o cancro ou para reutilizar fármacos já existentes para tratar a doença. “O nosso entendimento sobre como é que estes medicamentos matam células cancerígenas dá-nos um ponto de partida para desenvolver novas terapias“, concluiu o especialista.

 

Na investigação participaram especialistas do Instituto Broad do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de Harvard, ambos nos Estados Unidos.

 

Fonte: Planeta ZAP

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